Renda Fixa, o que é e como investir em 2018? (Lucre mais!)

Renda Fixa – Como investir? Quais são os investimentos disponíveis em Renda Fixa em 2018? E quanto a rentabilidade, risco e liquidez? Saiba aqui.

Investimentos em renda fixa são aqueles em que as condições de rentabilidade já estão definidas no momento da aplicação. A rentabilidade pode estar definida de forma absoluta (10% ao ano, por exemplo), ou pode estar relacionada com algum indicador, como em 105% do CDI. Esta previsibilidade em relação à rentabilidade é que distingue a renda fixa da renda variável.

Basicamente, investir em renda fixa é emprestar dinheiro para alguém, como governo, bancos ou financeiras, em troca de alguma rentabilidade.

renda fixa investimento

Renda Fixa – Como investir

Antes de abordarmos os diferentes tipos de investimento em Renda Fixa, é preciso mencionar os diferentes indicadores da economia, aos quais as aplicações financeiras estão relacionadas.

Indicadores econômicos:

CDI (Certificado de Depósito Interbancário)

Um banco que precisa de dinheiro emite CDIs, um banco com excesso de dinheiro adquire esses certificados e a vida segue.  O CDI, ao embutir os juros e a inflação, é um indexador geral de contratos.

IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)

Índice utilizado para medir a inflação das famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos nas principais regiões urbanas do país.  Saiba mais  a página do IBGE, órgão que mede o índice.

IGPM (Índice Geral de Preços – Mercado)

Esse índice é medido mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).  O mesmo costuma ser utilizado para corrigir os valores  dos alugueis de locação e das tarifas de energia elétrica.  A metodologia de cálculo desse índice você encontra aqui.  

SELIC (Taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia)

É a taxa básica de juros da economia brasileira. 

Para mais informações sobre a Selic, clique na figura: 

taxa selic, banco central do brasil

Taxa Selic

 

Conheça os principais investimentos em Renda Fixa:

Na renda fixa, é possível investir tanto em títulos públicos, quando emprestamos dinheiro ao governo, quanto em títulos privados, quando quem recebe o nosso dinheiro são os bancos, financeiras e demais empresas. 

Em relação aos títulos públicos, temos o Tesouro Direto. Quanto aos títulos privados, temos os Certificados e Recibos de Depósitos Bancários (CDBs e RDBs), as Letras de Câmbio, de Crédito imobiliário e do Agronegócio (LCs, LCIs e LCAs), os Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio (CRIs, CRAs), as Debêntures e Letras Financeiras (LFs). O objetivo do artigo é apresentar cada um destes investimentos, traçando um panorama abrangente da Renda Fixa.

Tesouro Direto

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O Tesouro Direto (TD) é um programa criado pelo Tesouro Nacional para vender títulos públicos federais a pessoas físicas por meio da Internet. É uma opção de investimento democrática, tendo em vista que, com 30 reais já é possível investir no TD. Atualmente são 10 opões de títulos para diferentes propósitos.

Com relação à rentabilidade, os 10 títulos do TD pode ser divididos em 3 grupos:

(1) Títulos indexados ao IPCA

Rendem conforme a variação do IPCA + uma taxa determinada de juros ao ano, já conhecida no momento da compra do título.

Em relação ao recebimento de juros, esse grupo se divide em títulos que pagam juros semestrais e títulos que pagam os juros em seu vencimento.

São esses os títulos indexados ao IPCA vigentes hoje (jan/2018)

  • Tesouro IPCA+ 2024
  • Tesouro IPCA+ 2035
  • Tesouro IPCA+ 2045
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2026
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2035
  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2050

(2) Títulos prefixados

Títulos que variam a uma taxa conhecida no momento de sua compra, podendo os juros serem pagos semestralmente ou no vencimento do título:

  • Tesouro prefixado 2020
  • Tesouro prefixado 2023
  • Tesouro prefixado com juros semestrais 2027

(3) Títulos indexados à Selic

Títulos que variam de acordo com a Selic:

  • Tesouro Selic 2023

Os títulos do TD são considerados o investimento mais seguro de ser realizado, o de menor risco dentre todos os investimentos disponíveis, seja em renda fixa, seja em renda variável.

Essa variedade de títulos do Tesouro Direto, com diferentes prazos e formas de pagamento de juros aliada a segurança do investimento, faz com tais títulos possam figurar tanto em reservas de emergência quanto em carteiras de investimento relacionados a objetivos de curto, médio e longo prazos.

Há incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos da aplicação no TD, segundo tabela regressiva, com a alíquota diminuindo conforme o prazo da aplicação, partindo de 22,5% até 15%, ao se deixar o dinheiro investido por período superior a dois anos.

Prazo IR
até 180 dias 22,5%
de 181 a 360 dias 20,0%
de 361 a 720 dias 17,5%
acima de 720 dias 15,0%

Veja aqui qual é o melhor título do Tesouro Direto atualmente.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

CDBs são instrumentos utilizados pelos bancos para captar dinheiro das pessoas físicas.  Investindo em CDBs, você está emprestando dinheiro ao banco, mediante o pagamento futuro do valor emprestado mais uma remuneração.

Aplicações em CDB são protegidas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Os CDBs podem ter liquidez diária ou não. Sua remuneração pode ser pré ou pós-fixada, podendo ter como base diversos indicadores, por exemplo:

  • Banco Luso Brasileiro, 12,5%, com vencimento em 1800 dias
  • Banco Modal, 116% CDI, com vencimento em 1800 dias.
  • Banco Fibra, IPCA +6,7%, com vencimento em 1836 dias.

Os prazos dos CDBs estão variando de um mês a 5 anos, a exceção daqueles com liquidez diária. 

Recibos de Depósitos Bancários (RDB)

Instrumento de captação de recursos utilizados por bancos e financeiras. Parecidos com os CDBs, a principal diferença é que os RDBs não podem ser negociados no mercado secundário, por serem intransferíveis.

Letra de Câmbio (LC)

As Letras de Câmbio são muito parecidas com os CDBs, a principal diferença é que o emissor da letra de câmbio é uma financeira e não mais um banco. Também ocorre a incidência do IR regressivo sobre o rendimento e há a garantia do FGC para o investimento, nos moldes do CDB.

Debêntures

Neste investimento, o empréstimo é para empresas, com maior margem de ganho, prazos mais longos e mais risco.  Há debêntures com prazo de quatro a doze anos. Pelos prazos longos, o mais comum é ver o rendimento da debênture atrelado ao IPCA, por exemplo:

CEMIG, Taxa: IPCA+ 9,45%, Vencimento: 1421 dias.


As debêntures não estão protegidas pelo FGC.  A segurança da aplicação se baseia na saúde da empresa que está emitindo o papel.


Existem debêntures incentivadas, isentas de IR, de empresas que desenvolvem infraestrutura (aeroportos, estradas, portos etc) e as restantes, chamadas de não incentivadas, que sofrem a incidência do imposto de renda em seus rendimentos.

Letras de Crédito Imobiliário e Agropecuário (LCIs e LCAs) 

As Letras de Crédito Imobiliário e Agropecuário são uma maneira dos bancos captarem dinheiro para aplicar nos mercados imobiliário e agropecuário.  São aplicações isentas de Imposto de Renda.  Da mesma forma que os CDBs e outras aplicações, podem ser pré ou pós-fixadas.  Também são protegidas pelo FGC.

Letras Financeiras (LFs) 

Títulos emitidos por instituições financeiras que buscam captar recursos de longo prazo. Investimento mínimo de 150 mil reais. E prazo mínimo de vencimento de 24 meses.

Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio (CRIs e CRAs)

Parecidos com os LCIs e LCAs, quando se trata de CRIs e CRAs a diferença é que o crédito vai direto para as empresas do setor imobiliário e do agronegócio sem passar pelos bancos e, com isso, sem a garantia do FGC, mas tendo como vantagem a isenção do imposto de renda para pessoa física.

Como investir em Renda Fixa

É possível investir em RF por meio de bancos e corretoras.  Vamos comparar essas duas possibilidades.

Investindo no Tesouro Direto

O título comprado via Banco do Brasil é o mesmo que o comprado por uma corretora como a Easynvest.  O problema é que o BB, assim como os outros grandes bancos, como o Itaú, Bradesco ou Santander, cobra taxa de administração, na casa de 0,5% ao ano. Enquanto isso, existem corretoras que não cobram nada na realização de investimentos em Renda Fixa.

Essa taxa parece pequena, mas não é.  Veja aqui o quanto se perde investindo no TD por meio do BB, Itaú ou Bradesco.

Mas é mais seguro investir no Tesouro Direto pelo Banco do Brasil?

Não, não é.  A segurança do investimento no Tesouro Direto é a mesma, não importando por onde você investe nele, seja por um bancão, seja por uma corretora.  E essa segurança, a maior das aplicações em renda fixa, não é dada nem pelo bancos nem pela corretoras. Em ambos os casos o título é garantido pelo Tesouro Nacional.

Investindo em CDBs

De forma geral os produtos oferecidos pelos grandes bancos tem uma rentabilidade menor do que aqueles oferecidos por corretoras.  As corretoras oferecem aplicações de diversos bancos pequenos e médios.  

Esses bancos menores e desconhecidos do grande publico como o Indusval, Máxima ou Pine, precisam oferecer produtos com maior rentabilidade para tornarem os mesmos mais atraentes aos olhos dos investidores.  

Mas então, comprar CDBs do Itaú ou do BB não é mais seguro do que adquirir CDBs do Banco Fibra ou do Banco Pine?

Teoricamente sim.  Mas a criação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em 1995, veio amenizar essa insegurança de se investir em produtos de bancos menores.

Em linhas gerais, o FGC cobre aplicações de até 250mil reais por cpf e instituição financeira. Clique para saber mais o FGC.

Assim, se você compra, por meio da Easynvest ou da XP, 200 mil reais em CDBs do banco Máxima, no caso desta instituição quebrar, o FGC lhe pagará o dinheiro aplicado.

Se os grandes bancos cobram taxas no TD que algumas corretoras não cobram, e se seus produtos em renda fixa são menos atraentes, como tanta gente ainda usa tais bancos para aplicar no Tesouro Direto e nos seus CDBs? 

Boa pergunta.  Talvez um misto de comodismo e desconhecimento explique parte disso. As pessoas que recebem sua remuneração por um grande banco acabam tendendo a investir seu dinheiro no próprio banco, sem atentar para as taxas e gastos desnecessários.

Fatores de Risco, Liquidez e Rentabilidade

Abaixo, seguem ordenações das aplicações em função do jeitão das mesmas quanto a Risco, Liquidez e Rentabilidade.  Não é para serem levadas a ferro e a fogo.  De forma geral, quanto maior a rentabilidade, maior o risco e menor a liquidez. Não há almoço grátis.

Escala de Risco:

Do menor para o maior:  
Tesouro Direto, CDBs/LCIs/LCAs, LCs, Debêntures.

Escala de Liquidez:

Da menor para a maior:  
Debêntures, LCs, CDBs/LCIs/LCAs, Tesouro Direto.

Escala de Rentabilidade:

Da menor para a maior:  
Tesouro Direto, CDBs/LCIs/LCAs/LCs, Debêntures.

 

Para conhecer ainda mais aplicações em renda fixa, vale visitar o sítio da Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos (Cetip).

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